Uma política de proposta de Valor

Refletindo sobre o como e o porquê, parece-me hoje importante olharmos com clareza para a política. Uma política baseada na proposta de valor assim como as empresas apresentam a sua proposta de valor aos clientes.

Não deve, nem pode ser mais possível que os políticos se limitem a dizer umas meras coisas, ao sabor de um qualquer vento que sopra ou de um qualquer interesse mesquinho. Hoje, cabe-nos a nós, jovens e futuras gerações, inverter essa prática comum. Cabe-nos, mais que inverter, valorizar quem baseia a sua atividade política assente em propostas de valor para as populações, para o país. Valorizar os políticos que não passam os dias a desfilar nas TV’s, nas rádios e em toda a comunicação possível e imaginária. Cabe-nos valorizar os políticos que arriscam propor, tomar medidas, definir um rumo com todos, por todos e para todos, que saem fora da cartilha habitual e, por isso, são criticados pelos mesmos do sistema. Sistema esse que está maduro, muito maduro. Valorizar os políticos que conseguem ouvir-se a si e à oposição, que se preocupam em gerar consensos fundamentais ao desenvolvimento.

Uma proposta de valor política, além de clara, concreta e concisa, deve estar intimamente ligada às pessoas. Tem que ser personalista. A pessoa tem que ser o centro de todas as preocupações. Importa refletir quais as “tarefas”, quais as “dores” e quais os “ganhos”. Só percebendo a base é possível chegar a eleições e assumir um compromisso forte, robusto onde todos sintam que fazem parte. Trata-se de um trabalho exigente, longo e provavelmente interminável mas que tem de ser feito.

“Nós, Sociais-democratas, temos a obrigação de dizer ao país que estamos cá, prontos e preparados para criar uma verdadeira proposta de valor, feita por todos, com todos e para todos. Para isso, o CEN (Conselho Estratégico Nacional) foi uma das melhores e mais importantes medidas mas só isso não chega. Espera-se que daqui surjam as verdadeiras Propostas de Valor para Portugal e que todos as possamos entender e partilhar pois fazem parte de nós.”

Nós, Sociais-democratas, temos a obrigação de dizer ao país que estamos cá, prontos e preparados para criar uma verdadeira proposta de valor, feita por todos, com todos e para todos. Não queremos que Portugal volte a estar em pré-bancarrota, não queremos que as nossas populações voltem a ter um programa de austeridade. Para isso, o CEN (Conselho Estratégico Nacional) foi uma das melhores e mais importantes medidas mas só isso não chega. Espera-se que daqui surjam as verdadeiras Propostas de Valor para Portugal e que todos as possamos entender e partilhar pois fazem parte de nós.

Não podia terminar este pequeno artigo, sem deixar uma palavra para o interior. O interior merece a máxima consideração de todos. Não nos iludamos: só fica no interior quem tem um trabalho com condições dignas, com expectativas. Só fica quem tem boas condições para oferecer aos seus filhos. Penso que seja o tempo das autarquias assumirem a sua especialização, aquilo onde querem ser bons, as áreas de negócio relevantes. Em vez de todos competirem com todos, a especialização das autarquias seria uma excelente medida para, por um lado, diminuir a competição, e, por outro, aumentar os níveis de cooperação e de captação de investimento. Concelhos vizinhos não podem pretender captar os mesmos investimentos. É um desperdício de recursos e esforços. Só com a especialização de cada município num conjunto de áreas será possível melhorar o emprego, as carreiras, a dignidade de vida. Só assim se dará uma nova vida ao interior.

Em suma, nós, jovens sociais-democratas, devemos ter a coragem e a capacidade de separar o trigo do joio.

Vamos à luta, vamos apresentar propostas de valor e vamos, sem dúvidas, ganhar as próximas eleições legislativas e europeias.

Um abraço

João Santos

Presidente de Mesa da JSD Chamusca | JSD Distrital de Santarém