O Desordenamento do Território
Vivemos num país a duas velocidades, onde encontramos um litoral desenvolvido, com grandes indústrias, mais população e uma rede de infraestruturas inovadoras e muito acessíveis, mas por outro lado, encontramos um interior cada vez mais desertificado, com população mais idosa, que não é atrativo para a instalação de empresas e uma rede de infraestruturas menos acessível e muitas vezes obsoleta.
Atendendo a esta realidade, tivemos um verão em que os incêndios assolaram (mais uma vez) o país, pondo a nu as dificuldades do que é viver no interior e quais as consequências de não haver uma estratégia para o país e um ordenamento do território capaz de diminuir as desigualdades entre as várias regiões. Posto isto, é necessário que o interior seja olhado de outra forma, que a longo prazo seja atrativo para quem está, fomente a criação de empresas, dê maior qualidade de vida e que não veja os jovens saírem para o litoral.
Para que tal não aconteça, a descentralização de competências para os municípios por parte do estado é essencial, para que as regiões do interior tenham maior capacidade económica e financeira para fixar população e atrair empresas. As autarquias locais são muitas vezes o maior empregador do próprio município, são elas que respondem diretamente aos problemas sociais e assumem competências que são do estado e que o Estado não assume como suas.
“Os municípios em conjunto com as comunidades intermunicipais têm de ter um papel mais interventivo no (seu) território, logo o Estado deve dotar estas de uma maior autonomia e capacidade para fazer face aos seus problemas.”
Os municípios em conjunto com as comunidades intermunicipais têm de ter um papel mais interventivo no (seu) território, logo o Estado deve dotar estas de uma maior autonomia e capacidade para fazer face aos seus problemas. Devemos olhar para o nosso distrito, separado pelo Rio Tejo em que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo está inserida na região Centro e a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo na região do Alentejo, não será caso para perguntar, porquê?
Porque está o Distrito de Santarém, conotado com a “marca” Ribatejo, dividido assim?
Quais as vantagens de 21 Concelhos de um Distrito terem este tipo de organização administrativa e territorial?
No contexto nacional, o Distrito de Santarém terá um desafio grande pela frente, uma região com grande diversidade e potencial mas na qual lhe falta visão e estratégia de futuro.
Nós, jovens, temos o direito e o dever de em cada município exigir o melhor para as nossas populações, mas para isso não podemos olhar para a “nossa capelinha”, pois num mundo cada vez mais global é necessário que os municípios funcionem em rede. Se tivermos um Distrito forte, com maior capacidade mobilizadora, negocial e atrativo em diversas áreas, temos necessariamente municípios mais fortes..
No contexto nacional, o Distrito de Santarém terá um desafio grande pela frente, uma região com grande diversidade e potencial mas na qual lhe falta visão e estratégia de futuro.
Nós, jovens, temos o direito e o dever de em cada município exigir o melhor para as nossas populações, mas para isso não podemos olhar para a “nossa capelinha”, pois num mundo cada vez mais global é necessário que os municípios funcionem em rede.
Se tivermos um Distrito forte, com maior capacidade mobilizadora, negocial e atrativo em diversas áreas, temos necessariamente municípios mais fortes.
Exigimos mais competências, maior autonomia, maior responsabilidade!
Tiago Borga
Coordenador dos Jovens Autarcas | JSD Distrital de Santarém



