Levar a juventude a sério!

A Juventude nos dias de hoje ainda é, quase sempre, arredada da discussão dos principais assuntos políticos. Infelizmente na política acaba-se por ignorar os mais novos e exclui-se muitos jovens da possibilidade de serem os intervenientes, os verdadeiros protagonistas. Demasiadas vezes fala-se das nossas preocupações, como o desemprego jovem e o emprego, a habitação ou o futuro da educação, mas sem nunca nos interpelarem. Não me parece credível que os jovens sirvam basicamente para trocar algumas mensagens, partilhar fotos simpáticas, fazer número ou simplesmente serem importantes para fazer uma determinada campanha.

Nós, jovens, temos o direito de participar ativamente na vida política e social do nosso país, de partilhar as nossas ideias, os nossos projetos! Somos nós que também podemos construir soluções para os desafios presentes, moldando o futuro coletivo com que sonhamos. Nós, jovens, temos a força para dar, agora mais que nunca, as nossas ideias em prol do nosso país, de dizer as coisas, de não ter medo da nossa irreverência e irreflexão, fruto da idade, ou de agirmos com um comportamento impulsivo e de ir à luta.

Temos de assegurar que as nossas sugestões são levadas a sério, de contribuir para uma verdadeira educação cívica e formação política da juventude portuguesa, defendendo os seus legítimos direitos, de promover a sua representação e participação políticas, de participar ativamente na definição da política de âmbito nacional, regional, municipal, local e sectorial, na perspetiva da defesa dos interesses da Juventude Portuguesa.

“Nós, jovens, temos o direito de participar ativamente na vida política e social do nosso país, de partilhar as nossas ideias, os nossos projetos!”

São poucos os jovens que conhecem os meios de como participar democraticamente e civicamente na sociedade e muitos poucos participam diretamente e ativamente na vida política, que nos representam e que têm a responsabilidade de ter uma palavra nas escolhas que nos afetam na educação, segurança, impostos…A política afeta a tua vida e os jovens também deviam de decidir como!

Porque não à semelhança da lei da paridade “obrigar” os jovens a estarem representados nos órgãos autárquicos? Óbvio que com critérios diferentes, mas certamente teríamos mais jovens a começar a participar e naturalmente a gostar de fazer políticas. Existe a informação e iniciativas é verdade, como o orçamento participativo jovem, que apenas está na 2ª edição, mas tudo isto não chega.

É preciso ir ao encontro dos jovens, de os conhecer, cativar, estimular e encorajar a participar ativamente. É preciso dar aos jovens a confiança, as responsabilidades, os compromissos, a devida importância e credibilidade em todas as áreas, e não só às que estamos rotulados desde sempre, como o desporto e a juventude. É preciso ter a capacidade e disponibilidade para ouvir as propostas que apresentamos, de nos envolverem na discussão das várias políticas desde a educação, a saúde ou o emprego.

Gostava que a juventude tivesse outra importância e participação, e para isso é preciso levar os jovens a sério!

Tiago Vitorino

Secretário Mesa do Conselho Distrital | JSD Distrital de Santarém